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Os que ficaram pelo caminho

Nesta página pode aceder aos nomes de quantos, já devidamente identificados, ficaram pelo caminho, mortos em manifestações e protestos, sob tortura, nas cadeias, nos campos de concentração e como resultado direto dos maus-tratos sofridos à mão das várias polícias do fascismo.

A todos quantos possuam elementos que possam ajudar a aprofundar estes dados, muito agradecemoa que nos informem.

António de Assunção Tavares

Data da morte:

Operário e militante comunista, com 29 anos, morre em Vila Franca de Xira a 1 de fevereiro de 1951, em resultado das torturas que sofreu e da recusa de assistência durante as suas diversas prisões. Na prisão, a polícia negara-se a prestar-lhe assistência médica ou medicamentosa, recusando mesmo a devolução dos medicamentos que tinha quando foi preso, por alegadamente pertencerem à organização subversiva PCP…
O seu funeral constituiu uma grande manifestação popular anti-fascista em Vila Franca de Xira.

António de Jesus Branco ou António de Jesus

Data da morte:

Descarregador no Porto de Lisboa e militante comunista, foi preso pela PVDE em 12-07-1936 e enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde permanecerá 6 anos, acamado e dependente da dedicação dos companheiros durante os últimos dois anos, doente com paludismo e tuberculose e crescentemente debilitado pela doença e falta de assistência médica..
Faleceu em 28 de dezembro de 1942. com 36 anos de idade.

António Graciano Adângio

Data da morte:

Mineiro, 27 anos, militante do PCP, é assassinado pela GNR em Aljustrel, juntamente com o seu camarada Francisco Madeira, nas vésperas do 1.º de maio de 1962, quando muitos populares se dirigiram ao posto da GNR, na noite de 28 de abril, em protesto contra as prisões (cerca de 15) que a PIDE e a Guarda tinham acabado de fazer, na tentativa de impedir os protestos e manifestações previstos para o 1.º de maio.

António Guedes Oliveira Silva

Data da morte:

Motorista, 40 anos, preso em 7-11-1937, é sucessivamente transferido entre a 1.ª Esquadra, as Cadeias do Aljube e de Caxias e a enfermaria do Aljube, até ser condenado a 11 anos de degredo pelo Tribunal Militar Especial e embarcar a 1 de abril de 1939 para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde virá a morrer em 3 de novembro de 1941.

António Guerra

Data da morte:

Operário da Marinha Grande, 35 anos, um dos dirigentes da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, morre no Campo de Concentração do Tarrafal (para onde fora mandado pela segunda vez) após 14 anos de prisão.

 

António Lopes Almeida

Data da morte:

Vidreiro, preso na Marinha Grande em 16 de janeiro de 1949, tendo dado entrada na PVDE no dia seguinte e "recolhido" à Cadeia do Aljube, onde virá a falecer, vítima de tortura, a 21 de janeiro de 1949, com 36 anos.

António Luís Lourenço da Costa

Data da morte:

Fotógrafo desenhador, preso à ordem do Tribunal Militar Especial, que o condenou em 31 de maio de 1937 a uma pena de 18 meses de prisão correccional e suspensão de direitos políticos por 5 anos. Deu entrada no Depósito de Presos de Angra do Heroísmo em 29-06-1937. Requereu o indulto nesse mesmo ano e virá a falecer, mais de 4 anos após a sua prisão, no Depósito de Presos de Angra do Heroísmo a 27 de novembro de 1941, com 48 anos de idade.

António Mano Fernandes

Data da morte:

Estudante, 27 anos, acusado de ser "organizador das células comunistas", é preso pela PSP de Coimbra e transferido para Caxias. Julgado em TME é condenado a 22 22 meses de prisão correccional e enviado para o Forte de Peniche. Cardíaco, é-lhe recusada assistência médica. Em 29 de janeiro de 1938, baixa aos Hospitais da Universidade de Coimbra, vindo a falecer a 30 de janeiro de 1938.

António Marques Monteiro

Data da morte:

Ativista político e nacionalista, membro do MIA (Movimento para a Independência de Angola), foi preso pela PIDE em 5 de junho de 1959 e violentamente torturado, foi internado na Clínica Neuro Psiquiátrica de Luanda e depois transferido para a Casa de Reclusão (Fortaleza do Penedo). Levado a Tribunal Militar Territorial de Angola num dos três processos então organizados pela PIDE contra vários nacionalistas angolanos (que ficaram conhecidos como “Processo dos 50”), assumiu a sua própria defesa. Condenado, seguiu a 25-02-1962, para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. Gravemente doente, vítima dos maus tratos, foi libertado em dezembro de 1964 vindo a falecer em Luanda no dia 26 de Julho de 1967.

António Pedro Benge

Data da morte:

Natural de Cabinda, pertenceu aos primeiros movimentos nacionalistas angolanos. António Pedro Benge é preso pela PIDE a 29 de março de 1959 e vai integrar o primeiro processo do que ficou conhecido como “processo dos 50”. Condenado pelo Tribunal Militar a 10 anos de prisão, foi enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal/Chão Bom em 26 de fevereiro de 1962, aos 60 anos de idade. Morreu em Setembro de 1962 em Lisboa, para onde fora transferido para internamento hospitalar. 

Arajaryr Canto Moreira Campos

Data da morte:

O cerco concretiza-se e Humberto Delgado, cada vez mais isolado, arranca com a sua secretária Arajaryr Moreira Campos para uma viagem que os levará até Badajoz, com vista a um suposto encontro com opositores militares portugueses. Escrevem e enviam ainda diversos postais da estação de correios de Badajoz antes de serem atraídos à cilada montada pela PIDE, sendo ambos assassinados, no dia 13 de fevereiro de 1965, a cerca de cinco quilómetros de Villa Nueva del Fresno, nas cercanias de Badajoz, por uma brigada da PIDE integrada por António Rosa Casaco, Casimiro Monteiro, Agostinho Tienza e Ernesto Lopes Ramos.

Armando Gomes Silva

Data da morte:

Armando Gomes Silva, de 23 anos de idade, era empregado da drogaria Ilídio Santos, Lda e foi morto pelas balas das forças policiais no 1.º de maio de 1931 "quando se encontrava ao balcão da drogaria onde era empregado", tendo a Direção da Associação de Classe dos Caixeiros de Lisboa deliberado "manifestar publicamente a sua repulsa pela cobarde agressão".

Arnaldo Simões Januário

Data da morte:

Barbeiro, 41 anos, militante da União Anarquista Portuguesa, conheceu a repressão no Governo Civil de Coimbra, no Aljube, na Trafaria e sofreu deportações para as colónias de Angola, Açores, Cabo verde e Timor. Regressado a Portugal em 1933, foi de novo preso após a greve insurreccional do 18 de janeiro e encarcerado no Aljube. Condenado a 20 anos de degredo, segue para a Fortaleza de S. João Baptista, na Ilha Terceira e, a 23 de outubro de 1936, para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. Destruído fisicamente e sem cuidados médicos, sucumbe a uma biliosa, a 27 de março de 1938.

Artur de Oliveira

Data da morte:
1948

Pedreiro, 49 anos, morre no Campo de Concentração do Tarrafal.

Augusto d'Almeida Martins

Data da morte:

Filho de Adelino dos Reis e de Sofia de Almeida, Augusto d´Almeida Martins nasceu em Lisboa, em 1914. Era caldeireiro e vivia em Lisboa,.
Foi preso pela PVDE no dia 24 de Setembro de 1937, acusado de ser simpatizante do bolchevismo e de pertencer ao Partido Comunista Português. Violentamente torturado, acabará por morrer, nesse mesmo dia, às mãos dos agentes da polícia política.

Augusto da Costa

Augusto da Costa

Data da morte:

Vidreiro, participa na revolta da Marinha Grande. Preso e condenado em TME a 5 anos de degerdo, segue para Angra do Heroísmo nos Açores e, mais tarde, para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde morre em 22 de setembro de 1937, sem assistência médica e medicamentosa, com 36 anos de idade.

Aurélio Dias

Data da morte:

Fragateiro e militante do PCP, foi preso no dia 24 de abril de 1932, na Serra de Monsanto, quando experimentava, com outros camaradas, materiais, designadamente explosivos. a usar no 1.º de Maio. Condenado em TME a 10 anos de degredo com prisão e multa de vinte mil escudos, foi transferido para a Penitenciária de Lisboa, onde terá sido violentamente torturado, vindo a falecer no dia 30 de outubro de 1934, com 30 anos de idade. O TME aprecia, três dias depois do seu falecimento, um recurso que terá interposto e … reduz-lhe a pena para "2 anos de prisão correccional, dada por expiada com a já sofrida"!

Belmira da Conceição Gonçalves

Data da morte:

Estudante, com a idade de 18 anos, mais conhecida por Sãozinha, foi uma jovem que se tornou conhecida por participar na Revolta das Águas de 1962, na Ilha da Madeira. Foi assassinada, no dia 21 de agosto de 1952, pelos tiros da PSP que reprimiu violentamente a resistência popular contra a tentativa governamental de desvio das águas de rega da Levada do Moinho da Lombada e Lugar de Baixo.

 

 

Bento António Gonçalves

Data da morte:

Bento António Gonçalves, torneiro mecânico e Secretário-Geral do Partido Comunista Português faleceu sem a devida assistência médica, no Campo de Concentração do Tarrafal em 11 de setembro de 1942, com 40 anos de idade.

Biaba Nabué

Data da morte:

Natural de Samba-Silate, no Centro da Guiné, Região de Bafatá, Sector de Bambadica, fez parte do grupo de 100 presos guineenses que, depois de uma passagem pela prisão da Ilha das Galinhas, foi transferido, a bordo do navio “África Ocidental”, para o Campo de Concentração do Tarrafal/Chão Bom, onde chegou em 4 de setembro de 1962 e morreu a 24 de novembro de 1962. Tinha 45 anos. 

Cândido Alves Barja

Data da morte:

1.º Artilheiro da Marinha, Entregue pelo respetivo comando, deu entrada na PVDE em 8 de setembro de 1936, "por insubordinação" (Revolta dos Marinheiros). Condenado pelo Tribunal Militar Especial "na pena de 5 anos de prisão maior celular, seguidos de 10 anos de degredo ou na alternativa de 17 anos e meio de degredo em possessão de 2.ª classe", é enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde virá a falecer a 26 de setembro de 1937, com 27 anos.

Cândido Martins dos Santos Capilé

Data da morte:

Operário corticeiro e militante do PCP foi assassinado pela GNR durante as manifestações na Cova da Piedade e em Almada, que protestavam contra a burla eleitoral e reclamavam “Liberdade, Paz e Amnistia para os presos políticos”, 11 de novembro de 1961, tinha 28 anos.

Carlos Alberto da Silva

Data da morte:
1936

Funileiro, 34 anos

Carlos Alberto Rodrigues Pato

Data da morte:

Na sequência de violentas torturas a que foi submetido, Carlos Pato, de 29 anos, morre a 26 de junho de 1950 na prisão de Caxias em grande sofrimento por problemas cardíacos e respiratórios e recusa de assistência médica pela PIDE.
Apesar dos esforços da polícia para ocultar este assassinato, o funeral de Carlos Pato decorreu em Vila Franca de Xira com grande participação popular.