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Os que ficaram pelo caminho

Nesta página pode aceder aos nomes de quantos, já devidamente identificados, ficaram pelo caminho, mortos em manifestações e protestos, sob tortura, nas cadeias, nos campos de concentração e como resultado direto dos maus-tratos sofridos à mão das várias polícias do fascismo.

A todos quantos possuam elementos que possam ajudar a aprofundar estes dados, muito agradecemoa que nos informem.

David Almeida Reis

Data da morte:

O trabalhador David Almeida Reis foi assassinado por agentes da PIDE frente ao então café Palladium, junto ao elevador da Glória, no decurso da manifestação do 1.º de maio de 1964, em Lisboa.

Edmundo Gonçalves

Data da morte:

2.º Sargento. Preso pela PVDE em 09-05-1935 e,de novo, a 06-12-1936, será demitido e condenado em Tribunal Militar Especial, a 23-04-1937, na pena de 4 anos de desterro. No dia 5 de junho de 1937, é enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde virá a falecer no dia 13 de junho de 1944, com 44 anos de idade.

Eduardo Artur Santana Valentim (Juca Valentim)

Data da morte:
1977

Militante do MPLA, preso em 1969, foi deportado para o Tarrafal (então chamado "Chão Bom") e, mais tarde,  para “Campo de Recuperação” de S. Nicolau, em Moçâmedes, e ainda para a "reserva agrícola" de São Nicolau II (na Província do Namibe), com passagem por Caxias e uma cadeia de Setúbal. Após a libertação, foi designado diretor do Departamento de Informação e Propaganda do MPLA, participando ativamente na organização do movimento. Com a independência de Angola cessa a sua atividade como funcionário do MPLA e regressa à Aeronáutica Civil, onde já trabalhara. Acusado de pertencer ao grupo dito “dos fraccionistas” (27 de maio de 1977), morre às mãos da DISA, a polícia política angolana.
 

Emídio Bandeira

Data da morte:

Comerciante, foi preso pela PVDE em 09-12-1936, "para averiguações, recolhendo a uma esquadra incomunicável". Vítima da violência policial, baixou ao Hospital de S. José no dia seguinte, falecendo a 13 de dezembro de 1936, com 56 anos de idade.

Ernesto José Ribeiro

Data da morte:

Servente de Pedreiro e militante comunista, participa nos preparativos da greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, sendo preso a 29 de janeiro. Deportado para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, nos Açores, integrou a primeira leva de presos políticos que foi enviada para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde faleceu a 8 de dezembro de 1941, aos 30 anos de idade.

Estêvão José Dangues Giro

Data da morte:

O jovem tipógrafo de Alcochete Estêvão José Dangues Giro é baleado e morto por uma rajada de metralhadora disparada pela "companhia móvel" da PSP durante a manifestação do 1.º de maio de 1962 em Lisboa.

Fernando Alcobia

Data da morte:

Vendedor de jornais e militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas e do PCP, foi violentamente torturado pela polícia política e envaido para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde onde, em grande sofrimento e sem assistência, morre a 19 de dezembro de 1939, com 24 anos de idade.

Fernando Carvalho Giesteira

Data da morte:

Tnha 17 anos, viera de Vreia de Jales para Lisboa, trabalhando à noite como criado de mesa na Cova da Onça e vivia numa pensão junto ao Areeiro. Participou na manifestação que exigiu a rendição da PIDE/DGS na António Maria Cardoso, caindo assassinado pelos tiros da polícia política.

Fernando Luís Barreiros dos Reis

Data da morte:

Fernando Luís Barreiros dos Reis participou na manifestação que exigiu a rendiçaõ da PIDE/DGS em 25 de abril de 1974. Os pides, entricheirados na sede, que os militares revoltosos não consideraram um objetivo, dispararam furiosamente a partir das varandas e das janelas do edifício sobre a multidão na rua, causando quatro mortos e dezenas de feridos. Cerca das 20h30, Fernando Reis foi atingido mortalmente pelas balas assassinas da PIDE/DGS.

Fernando Mata

Data da morte:

O trabalhador Fernando Mata é preso em 20 de agosto de 1937 "para averiguações, recolhendo a uma esquadra incomunicável". Condenado pelo Tribunal Militar Especial, em 16 de janeiro de 1938, na pena de 10 anos de degredo, irá percorer as cadeias de Caxias, Peniche, Angra do Heroísmo e a Penitenciária até falecer a 30 de julho de 1950, no Hospital de S. José, com a idade de 65 anos.

Francisco Cruz

Data da morte:
Data da morte:
1936

Vidreiro na Marinha Grande, acusado de ter tomado parte na Greve Geral Revolucionária de 18 de Janeiro de 1934, foi condenado em TME a 5 anos de desterro “em local a fixar pelo Governo”, dez mil escudos de multa e perda dos direitos políticos por oito anos. Embarcou, em 8 de setembro de 1934, para a Fortaleza de São João Baptista e, segundo o Registo Geral de Presos da PVDE, faleceu no Hospital Militar de Angra do Heroísmo em 30 de Julho de 1936, com 26 anos de idade. 

Francisco do Nascimento Esteves

Data da morte:

Torneiro de metais e militante comunista, preso e condenado em TME na pena de 20 meses de prisão correccional. Restituído à liberdade em 22 de fevereiro de 1936, foi novamente preso pela polícia política em 2 de maio de 1937 e enviado para o Tarrafal, em Cabo Verde, a 5 de junho de 1937. Morrerá, vítima do paludismo e das condições prisionais, no dia 21 de janeiro de 1938.

Francisco do Nascimento Gomes

Data da morte:

Condutor de carros elétricos na cidade do Porto, foi enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde, apesar de condenado em 3 anos pelo TME, a PVDE o manteve durante quatro anos e oito meses, até à sua morte, em 15 de novembro de 1943, com 34 anos de idade.

Francisco Domingues Quintas

Data da morte:

O industrial Francisco Quintas foi entregue, com os seus dois filhos, à PVDE pelas autoridades fascistas, no início da Guerra Civil de Espanha, sendo enviados para o Tarrafal. Padecendo de febre palustre e sem tratamento médico e medicamentoso, viria a falecer no Tarrafal, aos 47 anos de idade, a 22 de setembro de 1937. Os filhos permaneceram no Tarrafal, só sendo finalmente libertados em outubro de 1945.

 

 

Francisco Ferreira Marquêz

Data da morte:

Empregado de escritório, foi preso pela PVDE em 8 de julho de 1938, passando por esquadras e cadeias até ser libertado em 24 de dezembro de 1939. O certo, porém, é que foi preso novamente em 1 de abril de 1944. Vítima de espancamentos, morreu no Depósito de Presos de Caxias no dia 13 de maio de 1944, com 30 anos de idade.

Francisco José Pereira

Data da morte:

1.º Artilheiro do "Bartolomeu Dias" e militante da ORA-Organização Revolucionária da Armada, é condenado pelo TME, na sequência da "Revolta dos Marinheiros", na pena de 5 anos de prisão maior celular seguidos de 10 anos de degredo. Enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, será o primeiro deportado a morrer de "febre biliosa", a 20 de setembro de 1937, a menos de um ano após a sua chegada.

 

Francisco Madeira

Data da morte:

Mineiro, 41 anos, é assassinado pela GNR em Aljustrel, juntamente com o seu camarada António Graciano Adângio, nas vésperas do 1.º de maio de 1962, quando muitos populares se dirigiram ao posto da GNR, na noite de 28 de abril, em protesto contra as prisões (cerca de 15) que a PIDE e a Guarda tinham acabado de fazer, na tentativa de impedir os protestos e manifestações previstos para o 1.º de maio.

Germano Vidigal

Data da morte:

Nascido em Évora em 1913, Germano Vidigal foi para Montemor com apenas 12 anos. Membro do Sindicato da Construção Civil, entrou para o Partido Comunista Português integrando a Comissão Local de Montemor-o-Novo. A 20 de Maio de 1945, cerca de 2.000 camponeses declararam-se em greve. No dia seguinte foram presos e encerrados na praça de touros cerca de 1.500 trabalhadores, que vieram a  ser libertados no dia 23 e contratados pelos salários que tinham exigido. Mas Germano Vidigal foi levado para o posto local da GNR, onde dois agentes da PIDE o torturaram violentamente. Morreu no dia 28 de maio de 1945, com 32 anos.

Gervásio da Costa

Data da morte:

Tecelão em Fafe e militante do Partido Comunista Português, foi preso, pela segunda vez, em 13 de dezembro de 1948 e violentamente torturado, chegando a PIDE a encamunhá-lo para o Hospital de Santo António. Restituído à liberdade, vem a falecer «num sanatório em Lisboa, sem nenhumas condições, devido à tortura infligida nas prisões da PIDE», em 17 de maio de 1951. Casado, tinha apenas 34 anos!

Henrique Fernandes

Henrique Vale Domingues Fernandes

Data da morte:

Grumete de manobras do "Bartolomeu Dias foi entregue à PVDE pelas autoridades de Marinha na sequência da Revolta dos Marinheiros. É enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, em 17 de outubro de 1936. Morre a 7 de janeiro de 1941, com 28 anos.

Hermínio de Oliveira Simões

Data da morte:

Serralheiro, foi preso pela PIDE em Torres Novas, a 16-04-1953, acusado de pertencer ao PCP. Recolheu aos calabouços da PSP do Entroncamento e, no dia seguinte, foi transferido para a sede da PIDE, seguindo depois para Caxias. No dia 21 de abril de 1953, vítima do tratamento policial, foi levado para o Hospital de S. José, falecendo no mesmo dia, com 39 anos de idade.

Humberto da Silva Delgado

Data da morte:

O "General sem medo" percorre o exílio no Rio de Janeiro, em Argel, em Praga e outras cidades europeias, empenhando-se em planos para derrubar a #tirania portuguesa" (nome que dá a um seu livro). No final da vida, deixa-se enredar por elementos a soldo da PIDE, designadamente o italiano Ernesto Bisogno e o português Mário de Carvalho, que executam um elaborado plano de cerco e aniquilamento de Humberto Delgado (a “Operação Outono”) que, no essencial, visava atraí-lo a uma cilada na fronteira entre Portugal e Espanha, a pretexto de um alegado encontro com oficiais do Exército. Humberto Delgado e a sua secretária, a brasileira Arajaryr Moreira Campos, serão ambos assassinados, ño dia 13 de fevereiro de 1965, a cerca de cinco quilómetros de Villa Nueva del Fresno, nas cercanias de Badajoz, por uma brigada da PIDE integrada por António Rosa Casaco, Casimiro Monteiro, Agostinho Tienza e Ernesto Lopes Ramos

Ismael Fernandes

Ismael Fernandes

Data da morte:

O marinheiro Ismael Fernandes foi um dos sublevados da "Revolta do Marinheiros" que, sob a orientação da ORA-Organização revolucionária da Armada, eclodiu a 8 de setembro de 1936. Levado para o Hospital de S. José, “com uma perna esfacelada” por estilhaços de granada, faleceu “pouco depois do meio dia”, com 22 anos.