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Os que ficaram pelo caminho

Nesta página pode aceder aos nomes de quantos, já devidamente identificados, ficaram pelo caminho, mortos em manifestações e protestos, sob tortura, nas cadeias, nos campos de concentração e como resultado direto dos maus-tratos sofridos à mão das várias polícias do fascismo.

A todos quantos possuam elementos que possam ajudar a aprofundar estes dados, muito agradecemoa que nos informem.

Francisco Domingues Quintas

Data da morte:

O industrial Francisco Quintas foi entregue, com os seus dois filhos, à PVDE pelas autoridades fascistas, no início da Guerra Civil de Espanha, sendo enviados para o Tarrafal. Padecendo de febre palustre e sem tratamento médico e medicamentoso, viria a falecer no Tarrafal, aos 47 anos de idade, a 22 de setembro de 1937. Os filhos permaneceram no Tarrafal, só sendo finalmente libertados em outubro de 1945.

 

 

Francisco dos Reis Gomes

Data da morte:
1943

Operário da Carris, morre em Lisboa, por espancamento.

Francisco Esteves

Data da morte:
1938

Operário torneiro, 20 anos, morre na sede da PVDE, vítima de tortura.

Francisco Ferreira Marquêz

Data da morte:

Empregado de escritório, foi preso pela PVDE em 8 de julho de 1938, passando por esquadras e cadeias até ser libertado em 24 de dezembro de 1939. O certo, porém, é que foi preso novamente em 1 de abril de 1944. Vítima de espancamentos, morreu no Depósito de Presos de Caxias no dia 13 de maio de 1944, com 30 anos de idade.

Francisco José Pereira

Data da morte:

1.º Artilheiro do "Bartolomeu Dias" e militante da ORA-Organização Revolucionária da Armada, é condenado pelo TME, na sequência da "Revolta dos Marinheiros", na pena de 5 anos de prisão maior celular seguidos de 10 anos de degredo. Enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, será o primeiro deportado a morrer de "febre biliosa", a 20 de setembro de 1937, a menos de um ano após a sua chegada.

 

Francisco Madeira

Data da morte:

Mineiro, 41 anos, é assassinado pela GNR em Aljustrel, juntamente com o seu camarada António Graciano Adângio, nas vésperas do 1.º de maio de 1962, quando muitos populares se dirigiram ao posto da GNR, na noite de 28 de abril, em protesto contra as prisões (cerca de 15) que a PIDE e a Guarda tinham acabado de fazer, na tentativa de impedir os protestos e manifestações previstos para o 1.º de maio.

Germano Vidigal

Data da morte:

Nascido em Évora em 1913, Germano Vidigal foi para Montemor com apenas 12 anos. Membro do Sindicato da Construção Civil, entrou para o Partido Comunista Português integrando a Comissão Local de Montemor-o-Novo. A 20 de Maio de 1945, cerca de 2.000 camponeses declararam-se em greve. No dia seguinte foram presos e encerrados na praça de touros cerca de 1.500 trabalhadores, que vieram a  ser libertados no dia 23 e contratados pelos salários que tinham exigido. Mas Germano Vidigal foi levado para o posto local da GNR, onde dois agentes da PIDE o torturaram violentamente. Morreu no dia 28 de maio de 1945, com 32 anos.

Gervásio da Costa

Data da morte:

Tecelão em Fafe e militante do Partido Comunista Português, foi preso, pela segunda vez, em 13 de dezembro de 1948 e violentamente torturado, chegando a PIDE a encamunhá-lo para o Hospital de Santo António. Restituído à liberdade, vem a falecer «num sanatório em Lisboa, sem nenhumas condições, devido à tortura infligida nas prisões da PIDE», em 17 de maio de 1951. Casado, tinha apenas 34 anos!

Henrique Fernandes

Henrique Vale Domingues Fernandes

Data da morte:

Grumete de manobras do "Bartolomeu Dias foi entregue à PVDE pelas autoridades de Marinha na sequência da Revolta dos Marinheiros. É enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, em 17 de outubro de 1936. Morre a 7 de janeiro de 1941, com 28 anos.

Herculano Augusto

Data da morte:
1968

Trabalhador rural, morre por espancamento na esquadra da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial.

Hermínio de Oliveira Simões

Data da morte:

Serralheiro, foi preso pela PIDE em Torres Novas, a 16-04-1953, acusado de pertencer ao PCP. Recolheu aos calabouços da PSP do Entroncamento e, no dia seguinte, foi transferido para a sede da PIDE, seguindo depois para Caxias. No dia 21 de abril de 1953, vítima do tratamento policial, foi levado para o Hospital de S. José, falecendo no mesmo dia, com 39 anos de idade.

Humberto da Silva Delgado

Data da morte:

O "General sem medo" percorre o exílio no Rio de Janeiro, em Argel, em Praga e outras cidades europeias, empenhando-se em planos para derrubar a #tirania portuguesa" (nome que dá a um seu livro). No final da vida, deixa-se enredar por elementos a soldo da PIDE, designadamente o italiano Ernesto Bisogno e o português Mário de Carvalho, que executam um elaborado plano de cerco e aniquilamento de Humberto Delgado (a “Operação Outono”) que, no essencial, visava atraí-lo a uma cilada na fronteira entre Portugal e Espanha, a pretexto de um alegado encontro com oficiais do Exército. Humberto Delgado e a sua secretária, a brasileira Arajaryr Moreira Campos, serão ambos assassinados, ño dia 13 de fevereiro de 1965, a cerca de cinco quilómetros de Villa Nueva del Fresno, nas cercanias de Badajoz, por uma brigada da PIDE integrada por António Rosa Casaco, Casimiro Monteiro, Agostinho Tienza e Ernesto Lopes Ramos

Inácio Severino Melo Bandeira

Data da morte:
1936

Militar, 54 anos, morre em 1936, deportado em Cabo Verde.

Ismael Fernandes

Data da morte:

O marinheiro Ismael Fernandes foi um dos sublevados da "Revolta do Marinheiros" que, sob a orientação da ORA-Organização revolucionária da Armada, eclodiu a 8 de setembro de 1936. Levado para o Hospital de S. José, “com uma perna esfacelada” por estilhaços de granada, faleceu “pouco depois do meio dia”, com 22 anos.

Ismael Fernandes

Jacinto de Melo Faria Vilaça

Jacinto Estêvão de Carvalho

Data da morte:

Jornaleiro, é preso pela PVDE em 7 de agosto de 1937 e levado para a Cadeia do Aljube, passando depois pela sede da polícia e pela Penitenciária. Em 25 de julho de 1938, cerca de um ano após a sua prisão, a PVDE regista que o teria "restituído à liberdade" mas o certo é que o seu corpo aparece no Instituto de Medicina Legal!

Jaime da Costa

Data da morte:

No dia 15 de maio de 1939, por ordem do governador civil de Aveiro, a GNR abriu fogo sobre os manifestantes que protestavam, na localidade de Válega, Ovar, contra o arranque forçado das vinhas dita “americanas”, cuja cultura o governo proibira entretanto, matando Jaime da Costa e Manuel Maria Valente de Pinho.

Jaime Fonseca e Sousa

Data da morte:

Funcionário Público (impressor da Casa da Moeda) e militante do Partido Comunista Português foi preso a 25 de abril de 1932. Enviado para a Fortaleza de S. João Batista, em Angra do Heroísmo, nos Açores, a 22-11-1933. Julgado em Tribunal Militar Especial, foi condenado em 12 anos de degredo. Requereu a sua transferência para um hospital de Lisboa a fim de ser operado, o que foi autorizado pelo ministro do Interior, mas foi operado em Angra. Seguiu para o Tarrafal, onde vem a falecer a 7 de julho de 1940.

João Ferreira de Abreu

Data da morte:
1933

Morre, em 1933, na sede da Polícia de Informações, em consequência da tortura.

João Gomes Neto ou João António Barbosa Gomes Neto

Data da morte:

Empregado de comércio, foi entregue à PVDE em 16-07-1941. Seguiu para a 1.ª Esquadra, depois para a Cadeia do Aljube e seguidamente para Peniche. Transferido de novo para a Cadeia do Aljube em 11-02-1943, baixou nesse dia à enfermaria. Gravemente debilitado, morreu na enfermaria do Aljube no dia 05-04-1943, com 50 anos de idade.

João Guilherme Rego Arruda

Data da morte:

João Guilherme Rego Arruda é um dos muitos jovens que se concentravam junto à sede da polícia política exigindo a sua ocupação e rendição. Já depois da rendição de Marcelo Caetano no largo do Carmo, agentes da DGS abrirão indiscriminadamente fogo a partir das varandas e das janelas do edifício sobre a multidão na rua, causando dezenas de feridos e quatro mortos. Perto das 20h30 João Arruda foi mortalmente atingido na cabeça por uma das balas da polícia política, acabando por morrer no Hospital de São José às 00h30 de 26 de abril. 

João Lopes Dinis

João lopes Dinis

Data da morte:

Com a profissão de canteiro, militante do Partido Comunista Português, foi condenado a dez anos de degredo com "prisão numa das Colónias à escolha do Govêrno". Percorreu as cadeias do Aljube, de Peniche e de S. João Batista, até ser enviado para o Tarrafal, onde faleceu em 12 de novembro de 1941, com 37 anos de idade.