Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos

Presos políticos

Entre 28 de Maio de 1926 e 24 de Abril de 1974 houve dezenas de milhar de presos políticos - abrangendo todo o território metropolitano, ilhas e possessões coloniais – só porque, de alguma forma, ousaram levantar-se contra a Ditadura Militar e o Estado Novo ou enfileiraram a luta anticolonialista.

Aos cerca de 29.500 detidos que constam dos 148 livros do Registo Geral de Presos, correspondendo ao período 1933 - 1974, há a acrescentar os milhares de presos entre 1926 e meados dos anos 30, cujos Cadastros Políticos também constam do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, e os milhares de africanos aprisionados em cada uma das colónias, sabendo-se, ainda, que em momentos de detenções massivas nem todas as vítimas foram individualizadas.

Porque nunca foi concretizado o levantamento rigoroso de todos aqueles que, mau grado a repressão de uma polícia política que torturava, deportava e matava, com tentáculos nos mais inesperados e recônditos lugares, resistiram e conheceram os cárceres – seguramente, em média, mais de dois presos por dia durante os 48 anos de Fascismo, a listagem que se apresenta é, por isso, incompleta e comporta imprecisões que só ulteriores investigações permitirão colmatar.

Aos nomes elencados, ordenados alfabeticamente independentemente do ano e local da prisão, outros se irão acrescentando posteriormente, sobretudo africanos, bem como se procurará conferir com exactidão as datas de cada detenção e eventual julgamento, procurando-se colmatar vazios historiográficos que persistem 45 anos após a libertação de todos os presos políticos.