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Alfredo Ruas ou José Ruas Ferreira

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Data da primeira prisão

A 4 de setembro de 1932, a Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas organizou um comício-relâmpago no Largo de Alcântara, em celebração do Dia da Juventude, em que tomou a palavra Francisco Paula de Oliveira (Pavel), estando presentes, entre outros, os dirigentes do PCP Domingos dos Santos, Manuel dos Santos e Pedro Batista da Rocha.
Nos confrontos com a polícia, foram atingidos o guarda António Trancoso e o manifestante Alfredo Ruas – “foi ferido quando dos tumultos que, neste dia, tiveram lugar em Alcântara, motivados pela manifestação ali levada a efeito pelas Juventudes Comunistas, comemorando a XVIII Jornada Internacional, tendo dado entrada, sob prisão, no Hospital de S. José, por haver suspeitas do epigrafado ter sido um dos provocadores dessa desordem e ter feito uso da sua arma de fogo".
No Cadastro Político da Polícia Internacional Portuguesa consta, em vez de Alfredo Ruas, o nome de José Ruas Ferreira, identificação que é mantida no registo do Hospital de S. José.
A data inicial da morte inscrita é de 27 de setembro de 1932 (o que faria supor que terá estado sob prisão até essa data), sendo, posteriormente, antecipada para o próprio dia 4.
José Ruas Ferreira era filho de Clara das Dores Ferreira e de Manuel Cerqueira Ruas e terá nascido em 1908, em Arcos de Valdevez. Padeiro no Porto, teria ligações ao Partido Comunista e ao Socorro Vermelho Internacional desde 1927.
Em 15 de Abril de 1931, foi preso pela Delegação do Porto da Polícia Internacional Portuguesa, "por estar envolvido no movimento revolucionário e por ser um elemento avançado", sendo libertado em 28 de abril.
Em 4 de Março de 1932, José Ruas Ferreira voltou a ser detido no Porto, "por pertencer ao Socorro Vermelho Internacional e Partido Comunista Português": "exerceu o lugar de vogal nas Juventudes Comunistas" e "foi o organizador da Zona Nº 2 do Socorro Vermelho Internacional, tendo aliciado diversos indivíduos, na sua maior parte padeiros".
Enviado preso para Lisboa em 14 de abril de 1932, por despacho do Ministro do Interior, de 22 de junho, foi-lhe fixada residência obrigatória em Peniche, para onde seguiu em 9 de agosto e de onde se evadiu.
Morreu com 24 anos de idade.