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Américo Gomes

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Data da primeira prisão

Filho de Elisabete Ferreira e de Alfredo Gomes, Américo Gomes terá nascido em 1912, em Lisboa. 
Ajudante de caldeireiro, militou nas Juventudes Comunistas desde, pelo menos, 1931.
Em Janeiro de 1932, participou na distribuição de manifestos em inglês aquando da passagem de navios de guerra ingleses pelo Tejo.
Fez parte da Célula da Fábrica Dargent, uma fábrica de estruturas metálicas e caldeiras, e integrou, posteriormente, o Comité de Zona N.º 4, designadamente com Adolfo Teixeira Pais, João Ferreira de Abreu, Manuel dos Santos e Virgínio de Jesus Luís. 
Foi preso, pela primeira vez, em 26 de Setembro de 1932, por suspeita de ter participado na manifestação e comício-relâmpago organizado pela Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas no Largo de Alcântara, em 4 de Setembro de 1932, para celebrar o Dia da Juventude, tendo Francisco de Paula  Oliveira (Pavel) sido o orador e estando presentes, entre outros, Domingos dos Santos, Manuel dos Santos e Pedro Batista da Rocha. Acabou por ser libertado em 21 de Outubro de 1932, por falta de provas.
Pouco tempo depois, em 20 de Janeiro de 1933, foi preso pela PSP em Alcântara, na sequência da distribuição de manifestos clandestinos à porta das Oficinas Gerais da CML. Estava, então, armado de um revólver, tendo disparado um tiro para o ar. 
Devido às actividades que desenvolveu, foi considerado «um elemento activo e bastante perigoso» e julgado pelo Tribunal Militar Especial em 2 de Março de 1934, sendo condenado na pena de 600 dias de prisão correccional.  
Segundo registo do seu Cadastro Político, faleceu em 16 de Março de 1934, na Penitenciária de Lisboa, depois de 14 meses de cativeiro, com 22 anos de idade.