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Jaime da Fonseca e Sousa

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Data da primeira prisão

Funcionário Público (impressor da Casa da Moeda), natural de Lisboa,filho de Artur de Sousa e de Felisbela Rodrigues.
Preso a 25 de abril de 1932. Filiado no Comité de Zona n.º 1 do Partido Comunista Português, guardou em sua casa material explosivo das "Brigadas de Choque" e participou, na Serra de Monsanto, na demonstração e preparação de lançamento de bombas. Preso, durante 19 meses, na Penitenciária de Lisboa, passou para o Forte de Peniche onde, em 19 de Novembro de 1933, embarcou para Angra do Heroísmo, nos Açores, a fim de ficar detido na Fortaleza de São João Baptista.
Julgado pela Secção dos Açores do Tribunal Militar Especial em 24 de agosto de 1934, foi condenado em 12 anos de degredo com multa de 20.000$00 e "entregue ao Govêrno".
Com graves problemas hepáticos, requereu a sua transferência para um hospital de Lisboa a fim de ser operado, o que foi autorizado pelo ministro do Interior, que pediu ao Ministério da Guerra para promover o seu "regresso ao Continente". "Esse regresso não se fez porque, segundo comunicou o Comando Militar dos Açores, a operação foi feita no hospital de Angra do Heroísmo".
Seguidamente, a 23 de outubro de 1936, foi transferido para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde vem a falecer a 7 de julho de 1940.