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José Soares

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Data da primeira prisão

José Soares nasceu na Marinha Grande a 1 de fevereiro de 1915 e morreu a 3 de junho de 1995.
Vidreiro de profissão, foi o mais jovem participante na Revolta do 18 de janeiro de 1934, que teve início e as repercussões maiores na Marinha Grande.
Foi preso no dia 27 de janeiro desse ano, com 18 anos, acusado de ter «participado nas reuniões preparatórias daquele movimento, colaborado no corte de pinheiros e ficado a vigiar a estrada que ligava a Marinha Grande a Leiria».
Julgado no Tribunal Militar Especial, foi condenado a três anos de «desterro», a uma multa avultada (3 000 escudos) e à suspensão de direitos políticos por cinco anos. Até à data do embarque para os Açores esteve preso no Forte da Trafaria.
Em 23 de setembro de 1934, seguiu para o Forte de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo (Açores). Aí cumpriu dois anos da pena, regressando a 7 de janeiro de 1936.
A partir dessa data ficou em liberdade condicional e com residência fixa na Marinha Grande, até ao termo da pena a que fora condenado.
Quando regressou do desterro não foi aceite na fábrica onde trabalhava, vindo a exercer a sua profissão nas firmas Manuel Pereira Roldão e Alípio Morais até 1948, quando se estabeleceu por conta própria, como maçariqueiro. Especializou-se no fabrico de artigos de laboratório para uso médico e de olhos de vidro, uma arte em que foi pioneiro.
O seu espólio encontra-se exposto numa sala do Museu do Vidro da Marinha Grande.
Não tendo filiação partidária à data do «18 de janeiro», filiou-se mais tarde (em data desconhecida dos familiares), no Partido Comunista Português, onde manteve, até falecer, uma militância ativa mas discreta.

(Dados biográficos fornecidos a Helena Pato por sua filha Anália Soares e recolhidos na biografia prisional da PVDE. Fotografia facultada pela família)