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Rafael Tobias Pinto da Silva

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Data da primeira prisão

Filho de Elisa da Silva e de Júlio Cândido da Silva, Rafael Tobias Pinto da Silva terá nascido em 14 de dezembro de 1910, em Lisboa.
Relojoeiro e, enquanto estudante, militante dos Grupos de Defesa Académica desde 1932, assegurava a sua ligação com o Comité Local de Lisboa do Partido Comunista Português,  tendo participado na organização do Comité de Zona N.º 2 e na impressão de manifestos clandestinos.
Foi preso em 9 de março de 1934, por integrar um grupo de manifestantes que percorria "a Rua da Escola Politécnica dando gritos subversivos", empunhava "cartazes com palavras ofensivas para a actual Situação Política do País" e distribuía "manifestos clandestinos". Aquando da sua captura, foi-lhe apreendida uma pistola com o respetivo carregador e seis cartuchos, para além de selos destinados a financiar os Grupos de Defesa Académica. Transferido, em 19 de Maio de 1934, para a Fortaleza Militar de Peniche, Rafael Tobias foi libertado em 23 de Agosto.
Novamente preso no ano seguinte, em 7 de novembro, e referenciado como relojoeiro, deu entrada numa esquadra e foi enviado, em 27 de Dezembro de 1935, mais uma vez para Peniche.
Transferido para o Aljube em 24 de março de 1936, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial em 3 de abril e, apesar de absolvido, continuou preso à ordem da Polícia de Defesa e Vigilância dos Estado.
Rafael Tobias Pinto da Silva requereu, em 4 de junho de 1936, para ser amnistiado tendo, no entanto, integrado a primeira leva de presos enviada para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde chegou em 29 de outubro.
Menos de um ano depois, em grande sofrimento, faleceu com 26 anos de idade, no dia 22 de setembro de 1937.