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Ditadura

1933
As polícias políticas que se foram sucedendo ao longo de 48 anos de ditadura sempre usaram a tortura como principal arma de intimidação dos opositores do regime e como arma privilegiada de "investigação".
1926-1974
Muitos foram os métodos utilizados pela polícia política, destacando-se a tortura do sono e da estátua, agressão física direta, recurso a instrumentos diversos, queimaduras e choques elétricos, tratamentos humilhantes, agressões psicológicas.
1971
A partir de 1971, a polícia “modernizou-se”, criando uma instalação especial de controlo dos sistemas sonoros das 6 salas de interrogatório, dotadas de gravadores e de sistemas de reprodução. 
1963
São conhecidas as colaborações da polícia política portuguesa com a polícia política fascista da Itália de Mussolini e a Gestapo, a polícia política da Alemanha nazi. A partir de 1957, agentes da PIDE receberam também treino de interrogatórios nos EUA.
Ao longo da ditadura, as várias polícias políticas recorreram sempre à torrura, que estava enraizada na "cultura" do regime, sendo também usual a sua prática pelos restantes corpos policiais. E não se esqueça também que a violência física era parte integrante essencial do colonialismo.
março de 1916
Em 23 de Fevereiro de 1916, o governo português requisitou os navios mercantes alemães fundeados no Tejo. O Imperador da Alemanha deu de imediato instruções a Friedrich Von Rosen, embaixador em Lisboa, para apresentar, em 9 de Março de 1916, a Declaração de Guerra a Portugal (em anexo).
1926-1974
Uma ditadura que perdurou 48 anos sem alterações substanciais na sua caracterização, recorreu, naturalmente, à "dança dos nomes" para ocultar e seu imobilismo e, em simultâneo, para incutir em alguns (nacionais e estrangeiros) ideias sobre uma putativa evolução do regime. Vejamos alguns exemplos:
1926-1974
A polícia política fascista recorreu sempre ao isolamento como arma de destruição da personalidade, da vontade e da resistência dos presos. A incomunicabilidade foi, sem dúvida, a par com a violência física e a privação de sono, uma prática duradoura da PVDE/PIDE/DGS, designadamente:
Uma das características essenciais da ditadura que vigorou em Portugal desde 1926 a 1974 foi a existência de tribunais especiais destinados ao exercício da violência política sobre os opositores, em estreita articulação com a construção e aperfeiçoamento de uma polícia política tentacular. Em termos gerais, registaram-se 3 fases, embora com múltiplos “ajustamentos”: 1. Até 1933 (7 anos) – Funcionamento avulso de tribunais militares e decisões condenatórias administrativas, sem julgamento, frequentemente da competência de  militares;
A imposição da censura à imprensa foi uma das primeiras preocupações dos militares que levaram a cabo o golpe de Estado do 28 de maio de 1926. Menos de um mês depois já os jornais eram obrigados a ostentar na primeira página o ignominioso carimbo “este número foi visado pela Comissão de Censura”. E, a 5 de julho seguinte, o governo emite legislação que “regula qualquer forma de publicação gráfica seja ou não periódica”.