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Colonialismo

Há 50 anos, 30 de março de 1971, chegava ao fim, no Tribunal Plenário de Lisboa, o julgamento de Joaquim Pinto de Andrade e de outras nove pessoas acusadas de apoio ao MPLA, Movimento Popular de Libertação de Angola.  Conheça o que foi esse processo e aceda, às 15.00, à conversa online organizada pelo Museu do Aljube - Resistência e Liberdade
fevereiro de 1953
Em fevereiro de 1953, agitando o perigo de uma conspiração comunista visando criar um governo dos nativos na então colónia portuguesa de S. Tomé, o governador Carlos Gorgulho fomentou uma onda de repressão que resultou num número ainda hoje indeterminado de mortos.
Desde abril de 1959 que os marinheiros, estivadores e trabalhadores das docas do porto de Pidjiguiti organizavam reuniões para discutir aumentos salariais, reuniões que terão contado com a intervenção de Carlos Correia, que se mantinha em contacto com Luís Cabral e Amílcar Cabral.
Os acontecimentos de Mueda constituiram o verdadeiro ponto de partida da luta armada de libertação nacional, que seria iniciada quatro anos depois. Não se conhecem números exatos de mortos e feridos, aparecendo referidos dezenas ou centenas.
A cultura obrigatória do algodão foi adotada em Angola em março de 1947, quando o governo português atribuiu à Cotonang, um consórcio luso-belga criado em 1926, uma concessão de cerca de 80.000 Km2 na Baixa do Cassange. Em 1960, os camponeses da Baixa do Cassange recusaram receber das empresas sementes de algodão para semearem em janeiro, queimando muitas dessas sementes.
1961
No espaço de dois meses, o governo de Salazar criou formalmente, pela mão do ministro do Ultramar, Adriano Moreira, dois campos de concentração, eufemisticamente denominados "campos de trabalho":
1970 é o ano em que, enfim, o ditador António Oliveira Salazar morre, a 27 de julho, com 81 anos de idade, tendo-lhe sucedido, dois anos antes, Marcelo Caetano. Foi um ano marcado por importantes acontecimentos respeitantes à guerra colonial, que, iniciada em Angola em 1961, se arrastava agora também na Guiné e em Moçambique. No dia 21 de fevereiro de 1970, realizou-se em Lisboa, convocada pelos Comités de Luta Anticolonial (CLACS), uma manifestação contra a guerra colonial, violentamente reprimida.