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Canções de Resistência

1963
Trova do Vento que Passa é uma balada da autoria de Manuel Alegre e António Portugal, cantada, em 1963, por Adriano Correia de Oliveira. Tornou-se rapidamente uma das principais armas de denúncia da situação do país, já mergulhado na guerra colonial.
1963
A canção Os Vampiros, da autoria de José Afonso, foi originalmente gravada, em 1963, sendo publicada no disco Baladas de Coimbra. Na sua divulgação desempenhou papel de grande relevância a participação de José Afonso em inúmeras iniciativas estudantis, em que - até à sua proibição - aquele tema era recorrentemente exigido pela assistência. Tornou-se uma das canções mais emblemáticas do que era, na verdade, o fascismo e os seus vampiros.
1971
Com letra de Natália Correia, José Mário Branco criou em 1971 a canção "Queixa das almas jovens censuradas", que seria incluída no album "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". Chegou rapidamente ao nosso país através de discos trazidos do estrangeiro e tornou-se uma das canções mais fortes da luta pela liberdade. Interpretação de José Mário Branco
1964
Em 1964, Luís Cília publicou em França o disco "Portugal-Angola: Chants de Lutte", que continha, entre outras, a canção "A bola". Com poesia de Jonas Negalha e música, canto e guitarra de Luís Cília, tornou-se uma das mais violentas denúncias da guerra colonial, evocando fotografias que circulavam mostrando cabeças de negros espetadas em paus por soldados portugueses: Rola sangrenta uma bola no chão de Angola.
1954
O Desertor foi escrita por Boris Vian em fevereiro de 1954, com a colaboração de Harold B. Berg - na versão aqui apresentada é o próprio Boris Vian que interpreta a canção. A sua primeira apresentação pública ocorreu no cabaret La Fontaine des Quatre-Saisons, em Paris, pelo cantor de origem argelina Marcel Mouloudji - num espectáculo realizado no dia 7 de maio de 1954, data da humilhante derrota das tropas francesas em Ðiện Biên Phủ, no Vietnam, que apressaria o fim da "Guerra da Indochina".
1953-1954
O Hino de Caxias resultou do trabalho coletivo de quantos se encontravam presos numa cela daquela cadeia e num momento agudo de luta contra os carcereiros - evidenciado pelos castigos em "cela disciplinar" que vários deles sofreram nessa época (finais de 1953 e início de 1954). A música do Hino de Caxias é da autoria de Vasco da Costa Marques, seguindo a ideia dos companheiros de cela, que queriam marcar o ritmo com as tairocas de madeira (tamancos de sola de madeira e couro forte), batendo no chão, enquanto cantavam.