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Os que ficaram pelo caminho

Nesta página pode aceder aos nomes de quantos, já devidamente identificados, ficaram pelo caminho, mortos em manifestações e protestos, sob tortura, nas cadeias, nos campos de concentração e como resultado direto dos maus-tratos sofridos à mão das várias polícias do fascismo.

A todos quantos possuam elementos que possam ajudar a aprofundar estes dados, muito agradecemoa que nos informem.

José Moreira

Data da morte:

Serralheiro de profissão, foi trabalhar ainda muito jovem como operário vidreiro para a Marinha Grande. Militante do Partido Comunista Português, passou à clandestinidade em 1945, assumindo a responsabilidade pelo aparelho técnico.
A 22-01-1950, José Moreira, foi detido com a sua companheira numa casa clandestina em Vila do Paço, Torres Novas, sendo de imediato sujeito a violentas torturas que lhe provocaram a morte, provavelmente a 23-01-1950, aos 37 anos de idade. Para esconder o crime, a PIDE procedeu à encenação do suicídio, atirando o corpo do militante comunista de uma janela do 3.º andar da António Maria Cardoso.
 

José Pinto dos Santos

Data da morte:

José Vicente da Silva Costa

Data da morte:

Sapateiro, foi preso pela em 11-07-1932, sob a acusação de "Extrenista", "dando entrada no Manicómio Miguel Bombarda à ordem desta Secção (de "Defesa Política e Social") em 31-10-1932. O Registo Geral de Presos da polícia política acrescenta que faleceu no dia 2 de setembro de 1943 - mais de 11 anos depois da sua prisão.

Júlio dos Santos Pinto

Data da morte:

Com a profissão de caldeireiro, foi preso em 06-09-1932, acusado de “propaganda comunista” e de fazer parte da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas. Preso na Cadeia do Aljube, foi levado para o Hospital de São José em 19 de março de 1933, onde ficou internado. Em 24 de Março, regressou ao Aljube. Transferido para o Hospital de S. José no dia seguinte, “para tratamento”. Julgado em Tribunal Militar Especial a 16-12-1933, quando estava internado. A pedido do Ministério Público foi abrangido pela amnistia de 05-12-1932, sendo ordenado que fosse posto em liberdade “imediatamente”, tendo o Tribunal comunicado à Direção dos Hospitais Civis que Júlio dos Santos Pinto deixava de estar sob prisão. Faleceu no Hospital em 5 de Abril de 1934, com 22 anos de idade. 
 

Luís António Firmino

Data da morte:

Serrador em Montemor-o-Novo e militante do PCP, foi preso pela PIDE em 28-07-1949, saindo em 20-12-1951. De novo preso em 07-11-1967, sofreu um enfarte de miocárdio imediatamente após a submissão à tortura do sono, sendo mantido em regime de isolamento em caxias, sem assistência e com recusa da visita da família. Enviado para o Hospital-Prisão de Caxias, faleceu em 23 de janeiro de 1968, com 51 anos de idade.

Luís Guerra Correia

Data da morte:

Luís Guerra Correia, com a idade de 23 anos, empregado da companhia petrolífera Shell, foi assassinado em Lisboa, nas manifestações do 1.º de maio de 1931, violentamente reprimidas a tiro pela PSP e pela GNR.

Luis Montero Gamero ou Luis Montez Gamero

Data da morte:

Empregado de escritório, de nacionalidade espanhola, foi sucessivamente entregue, em 1941, à PVDE e, por esta, às autoridades espanholas.
Em 15-01-1945, foi entregue na Diretoria da polícia política, em Lisboa, pela GNR de Montemor-o-Novo, "tendo recolhido à Cadeia do Aljube". A 01-02-1945, seguiu para o Depósito de Presos de Caxias e, em 2 de março, baixou ao Hospital de S. José, onde veio a falecer no dia 14 de março de 1945, com a idade de 39 anos.

Manuel Augusto da Costa

Data da morte:

Servente de Pedreiro e militante anarquista, foi preso a 30 de janeiro de 1934 pela sua participação na greve revolucionária do 18 de janeiro e condenado pelo TME a 14 anos de degredo nas colónias. Embarcado em 8 de setembro de 1934 para a Fortaleza de S. João Batista, em Angra do Heroísmo, nos Açores, é transferido para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, dois anos depois, em 23-10-1936. Faleceu aos 58 anos, a 3 de junho de 1945, poucos dias depois de ter cumprido 30 dias de castigo na “frigideira”.

Manuel Coelho

Data da morte:

Manuel Coelho, proprietário do Hotel Portuense, na rua do Comércio, em Lisboa, foi morto pelos tiros da GNR e da PSP quando se encontrava "à janela da sua residência", durante as manifestações de 1.º de maio de 1931.

Manuel Fiuza Júnior

Data da morte:

Estucador e militante libertário, foi editor de A Voz dos Famintos.  Mais tarde terá aderido ao Partido Comunista Português. Detido diversas vezes, morreu no dia 2 de março de 1957 na Delegação da PIDE do Porto, na rua do Heroísmo, após violentas torturas e vários dias de “estátua”. Tinha 69 anos de idade.

Manuel Francisco da Silva

Data da morte:

Pedreiro e militante comunista, esteve preso na Fortaleza de S. João Batista na Ilha Terceira, nos Açores, desde 12 de novembro de 1933. Foi condenado em Tribunal Militar Especial em 14 anos de degredo com prisão e multa de 20.000$00 e "entregue ao Govêrno". Faleceu em 24 de agosto de 1941, "vítima duma congestão pulmonar", com a idade de 41 anos.

Manuel Joaquim Nogueira

Data da morte:

Comerciante, foi preso na Madeira em 25-01-1937, transferido para o depósito de Presos de Peniche e, depois, para o Reduto Norte do Forte de Caxias.
Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 23 de fevereiro de 1938, foi condenado na pena de 3 anos de desterro, na multa de 1.000$00 e na perda dos direitos políticos por 10 anos. Regressou ao Forte de Peniche e, em 08-06-1938 foi embarcado para o Depósito de Presos de Angra do Heroísmo.
Em 24-05-1940, baixou ao Hospital Civil de Angra do Heroísmo, onde vai falecer no dia 30 de maio de 1940, com a idade de 46 anos.

Manuel José Barbosa

Data da morte:

Jornaliro, natural de Vila da Feira,foi entregue em 17-03-1938 na Delegação da PVDE no Porto pelo Comando da PSP dessa cidade, ficando à ordem do Tribunal Militar Especial.
Cerca de uma semana depois, no dia 23 de março, baixou ao Hospital de Santo António do Porto, aí falecendo, vítima dos maus tratos sofridos às mãos dos agentes da PVDE, no dia 22 de maio de 1938.
 

Manuel Maria Valente de Pinho

Data da morte:

No dia 15 de maio de 1939, por ordem do governador civil de Aveiro, a GNR abriu fogo sobre os manifestantes que protestavam, na localidade de Válega, Ovar, contra o arranque forçado das vinhas ditas “americanas”, cuja cultura o governo proibira entretanto, matando Manuel Maria Valente de Pinho e Jaime da Costa.

Manuel Martins (Certeza)

Data da morte:

Empregado comercial, foi preso pela Delegação do Porto da PVDE em 14-02-1937.
No dia 20 de fevereiro de 1937, faleceu na Cadeia do Aljube do Porto. 
Uma semana foi suficiente para a polícia política assassinar um jovem de 25 anos.

Manuel Pinto Ribeiro

Data da morte:

Padeiro de profissão, foi preso pela Delegação do Porto da PVDE em 18-04-1942, sob a acusação de "distribuir panfletos de propaganda subversiva". Sujeito a violentas torturas pela polícia, faleceu no Hospital de Sto. António no Porto em 11 de junho de 1943, com 26 anos de idade. Foi-lhe concedido um indulto 3 anos depois do seu assassinato!

Manuel Simões Júnior

Data da morte:
1946

Servente de eedreiro, foi preso em 02-03-1934, enviado para a Fortaleza de S. João Batista, em Angra do Heroísmo (durante 9 anos) e depois transferido para Peniche e Aljube, onde seria de novo violentamente torturado, baixando a respetiva enfermaria. Saíu em "liberdade condicional" 11 anos e meio após ter sido preso, falecendo no ano seguinte.
 

Manuel Valente

Data da morte:

Tenente-coronel de Infantaria, preso em 10-09-1935, na sequência do “Golpe do Comandante Mendes Norton”, apoiada pelo Movimento Nacional-Sindicalista, dirigido por Francisco Rolão Preto, é transferido de prisão em prisão (Aljube, Caxias, Angra do Heroísmo, Peniche) apesar do agravamento comprovado dos seus probelmas crónicos de saúde, regressando ao Aljube, para ser levado, no dia seguinte, para o Reduto Norte do Forte de Caxias, onde vai morrer em 29 de julho de 1937, com 53 anos de idade.

Manuel Vieira Tomé

Data da morte:

Empregado de escritório dos Caminhos de Ferro Portugueses e dirigente do Sindicato dos Ferroviários de Lisboa e diretor do "Ferroviário", seu órgão. Assinalado pelas polícias desde 1920. Adere ao PCP. Teve destacado papel na greve revolucionária de 18 de janeiro de 1934, acusado, designadamente, de ser um dos responsáveis pelo descarrilamento de um comboio na Póvoa de Santa Iria. Encarcerado na Prisão do Aljube, em Lisboa, foi torturado até à morte. Terá morrido 3m 23-04-1934, tinha 47 anos.

Mário dos Santos Castelhano

Data da morte:

Destacado dirigente anarco-sindicalista, participou em movimentos insurreccionais contra a ditadura, foi preso e deportado por diversas vezes, condenado a 16 anos de degredo pelo TME, acabou por morrer no Tarrafal a 12 de outubro de 1940, com 44 anos.

Militão Bessa Ribeiro

Data da morte:

Dirigente do Partido Comunista Português, preso diversas vezes e enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, de onde regressou, foi de novo preso em 25 de março de 1949 e colocado em isolamento na Penitenciária de Lisboa, decidindo recorrer à greve da fome como protesto. Foi definhando, sem que a PIDE tomasse qualquer atitude. Na manhã do dia 2 de janeiro de 1950, Militão Ribeiro entrou em coma, falecendo nesse mesmo dia.

Paulo José Dias

Data da morte:

Fogueiro marítimo, libertário, foi preso em 7 de julho de 1939. Nuna foi julgado, sendo remetido, em 21 de junho de 1940, para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde faleceu, com 39 anos de idade, a 13 de janeiro de 1943.

Pedro de Matos Filipe

Data da morte:

Descarregador e militante libertário, foi preso na sequência da greve revolucionária do 18 de janeiro de 1934 e condenado em TME a 12 anos de degredo nas colónias. Seguiu para Angra do Heroísmo e, depois, para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde faleceu com 31 anos, em 20 de fevereiro de 1937, menos de 4 meses após a sua chegada, 

Porfírio Joaquim Catarino

Data da morte:

Jornaleiro, foi preso pela PVDE, em 26-10-1938, na sua terra natal, Carrazeda de Ansiães, por alegada “tentativa de alteração da ordem pública”, sendo transferido para a Cadeia Civil de Bragança apenas a 7 de novembro. Vítima da violência policial, vem a falecer na Cadeia Civil de Bragança no dia 17 de novembro de 1938, com 36 anos de idade.

Rafael Tobias Pinto da Silva

Data da morte:

Relojoeiro e, enquanto estudante, militante dos Grupos de Defesa Académica desde 1932, assegurava a sua ligação com o Comité Local de Lisboa do PCP. Preso por duas vezes em 1934, foi absolvido pelo TME e ... enviado para o Tarrafal. Menos de um ano depois, em grande sofrimento, faleceu com 26 anos de idade, no dia 22 de setembro de 1937.