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Canções de Resistência

Uma das "Canções Heróicas" de Fernando Lopes-Graça, sobre versos de José Gomes Ferreira, aqui interpretada pelo Coro Ricercare, fundado pelos maestros Carlos Caires e Paulo Lourenço, e dirigido desde 2001 por Pedro Teixeira. Esta canção constituíu sempre, ao longo da segunda metade do século XX e até aos nossos dias, um importante cântico de mobilização e de luta.
Canção tradicional da Beira Alta, com letra adaptada. A versão aqui apresentada, pela voz de José Afonso, tornou-se um dos principais hinos de luta durante o fascismo, incluindo nas cadeias. Importa registar que também frequentemente lhe eram incorporadas outras estrofes, como "pára-raios na igreja/é para mostrar aos ateus/que o crente por mais que o seja/não tem confiança em Deus".
Le Chant des Partisans é o principal hino da Resistência francesa contra a ocupação nazi, durante a II Guerra Mundial. Criada em 1941 pela compositora francesa Anne Marly, exilada em Londres, foi inspirada em canções da guerra civil russa.  Em 1943, Maurice Druon e Joseph Kessel, também refugiados em Londres, escrevem a versão francesa da letra, enquanto as emissões da BBC para França adotam como indicativo o assobio inicial, que sucede ao cântico nazi.
Canção tradicional italiana, conheceu múltiplas versões, quase todas de resistência aos grandes agrários. No final da II Guerra Mundial, foi adaptada como hino de grupos da Resistência antifascista e divulgada nos Festivais Mundiais da Juventude e dos Estudantes a partir de 1947. O seu êxito alargou-se durante as contestações estudantis e operárias de 1968. Em Portugal, era frequentemente entoada em encontros da juventude estudantil. A versão aqui reproduzida é interpretada por Yves Montand, cantor francês de origem italiana.
Este "Fado Anarquista" é interpretado pelo seu autor, João Salustiano Monteiro (que adotou o nome artístico de João Black). Tipógrafo e sindicalista ativo, teve participação ativa no movimento libertário, participando em alguns dos seus principais congressos. Escreveu o hino revolucionário "A Batalha" que o Maestro Del Negro musicou (ver em anexo imagens da respetiva edição, conforme publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo):
O Fado Operário, cantado por Luciana Costa, foi gravado em Pias, Serpa, Beja, a 22 de Abril de 2019. A letra refere-se essencialmente aos operários agrícolas. (Realização: Tiago Pereira; Som: Cristina Enes Garcia; Produção: Casa do Cante)
Si me quieres escribir, também conhecida como El frente de Gandesa, é uma das canções da Guerra Civil Espanhola mais famosas, tendo sido composta durante a Batalha do Ebro, em 1938. Em Portugal, sobretudo em meios estudantis, era conhecida através de alguns discos que a tinham recuperado. Interpretação de Rolando Alarcón.
A canção No Passarán exprime de modo direto a palavra de ordem da defesa republicana de Madrid contra as tropas de Franco e os seus mouros. Esta e outros canções da Guerra Civil Espanhola tiveram, naturalmente, grande impacto em Portugal, apesar da dura repressão que aqui acompanhou toda essa época. Interpretação de Rolando Alárcon
Esta canção da Guerra Civil Espanhola, celebra os duros combates do Exército do Ebro contra os mouros, mercenários e fascistas. Em Portugal, era muitas vezes designada por "Ay Carmela, ay Carmela", o que representa a recuperação de uma música datada do século XIX e originariamente composta em 1808 contra a invasão francesa na Guerra da Independência Espanhola. Intérprete: Rolando Alarcón  
Trova do Vento que Passa é uma balada da autoria de Manuel Alegre e António Portugal, cantada, em 1963, por Adriano Correia de Oliveira. Tornou-se rapidamente uma das principais armas de denúncia da situação do país, já mergulhadoi na guerra colonial.